O trabalho da memória, nos ensinou Ecléa Bosi, ocorre no presente e tem como matéria o passado difuso e, às vezes, confuso, que queremos articular. Consciente disso, Janete busca conferir sentidos a uma existência comprometida com a construção de um mundo melhor para todas as pessoas que o habitam. Nesse fazer (fazer-se) ético e político, a memória e a história são dimensões abertas, inconclusas, prenhas de inéditos viáveis, para lembrar Paulo Freire, um também querido da autora. Por isso, subjacente ao esforço de escavação de suas memórias de formação e atuação profissional está, também, a perspectivação de possibilidades, de abertura de horizontes, em uma realidade sobre a qual ela continua a atuar.
Fruto do trabalho da memória, do discernimento ético e epistemológico, do compromisso político e institucional, o texto da Janete é, para todas as pessoas que com ela convivem e aprendem, um presente. Em tempos de rarefação do pensamento e de dispersão política, a densidade de suas reflexões nos orienta sobre caminhos possíveis para a prática profissional e para as escolhas pessoais. Desejo, pois, que os ensinamentos aqui narrados encontrem ecos nas experiências dos leitores e das leitoras, como encontraram nas minhas.
Do Prefácio de Luciano Mendes de Faria Filho.
Professor Titular Aposentado da UFMG.
Belo Horizonte, Natal de 2024.
ISBN: 978-65-80725-28-1
Autor(a): Janete Maria Lins de Azevedo
Dimensões: 15×21 cm
Páginas: 122
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